Não sei porque sempre esperamos demais de algumas pessoas e de certa forma nos decepcionamos. Também não sei porque certas pessoas sempre nos surpreendem.. sempre quem menos esperamos... Vai saber ( devia ter escrito isso na primeira pessoa ).
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AÍ
Nunca vou esquecer de um jogo de futebol, um desafio entre ruas, num dia de chuva o golaço que eu marquei. Um outro dia em que eu quis defender umas meninas, amigas de escola, eu contra três carinhas... apanhei. Dentro de um ônibus lotado, o olhar de uma menina, nunca mais esqueci... me apaixonei. Me apaixonei pela lembrança. Engraçado que pensei nisso agora, ia escrever outra coisa... quem sabe depois, quando eu voltar, eu faça um post decente sobre isso. É.
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NA TARDE
Ah... faltou aquela tarde cheia de risadas, com boa música e corpo jogado no sofá. Faltou aquele cheiro de café que eu só tomo lá na Mooca, lambendo os dedos enquanto assa o bolo de fubá... e histórias, e novidades, e saudade...
Me espera que quando eu voltar eu passo aí...
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FUI
Chegou a hora. Vou ficar um tempão sem vir aqui agora... mas eu volto.
Paira tremulando nos olhos uma fraqueza flagrada. São incertezas que me abraçam, lágrimas amparadas nas intenções capturadas... E despontam salgadas movendo resquícios, fragmentos de motivos renascidos e eternizados pela presença dos indícios. Sou conduzido pelos equívocos passados versejando sob a névoa que me empalidece, que brota prantos e que adoece. E enquanto me desafiam os astrólogos, continuam a me definir os oráculos na sábia espera imposta pelo tempo. Sinto teus olhares perdidos e sem alento, esmaecidos e brocados no vazio do momento... nas estrelas que ainda se fazem presentes... ponteando ilusões e brilhando indiferentes.
No meu andar vagante...
me esvaindo atemporal...
em caminho errante de tropéis...
Vinhos se derramam ao som de menestréis...
Desatino entristecido...
me perdendo em exatidão ritualística...
amando mulheres de beleza helenística...
beleza estátua...
Que moldo em argila com espátula de sonho...
definindo contornos...
espádua... seios... boca... olhos... quadris...
beleza mitológica...
mas não há lógica... por isso devaneio...
e as enfeito com vaga-lumes nos cabelos...
delineando um princípio de limite entre sonho e ilusão...
eu vejo antigo um pôr-de-sol pintando nuvens de rosa...
contrastando com o azul-findo-enegrecido...
necessito de força hercúlea para manter os pés fincados ao chão...
mas espartano o meu desejo de sonhar não cede...
e me rendo à bebida... às helenas...
e vago nas auroras-boreais...
imaginando uma cor comestível...
assim... uva... de sonhos.